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domingo, 27 de novembro de 2011

eu = mim?

Outro dia tive um insight: a única pessoa a quem somos insubstituíveis é nós mesmos.

Todos podem ser substituídos, todos nos substituem, desvencilham-se de nós, desfazem laços, superam dependências, conseguem arrefecer nossa ausência, a muito ou pouco custo. Eu, entretanto, não pode falta a Mim. Talvez o nome disso seja identidade.

Ou não. Acho que vai pr'além de identidade. É algo quase transcendente, talvez, como aquilo de alma, espírito, pneuma, etc. Não no sentido de anima, do que nos enche vivo, dessa "magia", mas algo mais próximo de consciência... é como a percepção que temos de nós e para nós mesmos, nossa capacidade de admitir certas coisas pra nós, de mudá-las, esse fair-play* de way of life. Engraçado como sempre acabo por tratar desse assunto, não? Identidade e alheamento com a própria vida, com a vida alheia, esse vivenciar de fatos externos, etc.

Minha mãe sempre me xingou pelo mal hábito de não deixar as coisas no lugar que as encontrei; talvez seja isso mesmo, como disse meu bravo amigo Pan, talvez nosso lugar seja em nós mesmos, e fugir de si não é uma opção pois não há eu sem mim nem vice-versa.

Quando a gente descobre que viveu fora de si muito tempo, fica difícil de se voltar pra comigo mesmo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

filosofia barata #2: star dust, terços intergaláticos, o apego e a maré

Issaê, negada. Continuação de post filosófico 'cês já sabem o que conota, né? Tomandonokoo-feelings! Quem sabe um dia voltamos à "normalidade"...
(or not.)

 Assim, em alguns casos temos um relacionamento satélite-planeta, ou planeta-Sol, para ser mais ilustrativo. Em geral, nesses exemplos a pessoa que atua como Sol tem um magnetismo pessoal mais forte, por n motivos, e assim acaba por fazer com a pessoa menos luminosa (lembre-se da relatividade da física passional! A Terra é um pixel desmaiado ao Sol, assim como Vênus a nós) passe a orbitá-la. Veja bem, não necessariamente beleza e cultura são o equivalente ao que chamamos "luminosidade", mas podem sê-lo também. As condições de luminosidade são estritamente pessoais, subjetivas para com a pessoa satélite. Nós, meros observadores, estamos fora do sistema de reações - não somos diretamente atingidos -, e a luz do Sol é a nós, refletores, perceptível, e não a ele próprio [O que quis dizer com isso é que o fantástico nos atinge, observadores, e não à própria pessoa. É claro que muitas pessoas podem ser algo para si mesmo, fingi-lo, mas isso não necessariamente é o que nos impressiona - só sempre terá em si a impressão que atingirá a pessoa-satélite criando apego-gravidade]. Em suma, pessoas que consideramos fantásticas - ou os valores que consideramos necessários para sê-lo - não necessariamente promovem apego entre nós e tal pessoa, assim como o fato de orbitar alguém não nos torna piores - ou acontece por tal motivo -, mas sim porque as características dessa pessoa foram suficientes para nos tornar apegados. Como havia dito, em geral tais casos se sucedem nos estágios de fascinação do relacionamento, quando ficamos mais impressionados pelo brilho de cada um - ou quando o brilho parece mais forte (relatividade, sempre). Com o tempo, geralmente, a luminosidade diminui-se pelos mais diversos motivos - intimidade, acomodação, implicâncias, etc. E isso evidentemente diminui o apego. Provavelmente já perceberam que por "luminosidade" entende-se "impressão", independentemente se falamos em lúmens ou metros cúbicos - até porque essência não é aparência, a mínima esfera de chumbo tem o peso d'um astro de plumas de monolotical impressão. O que quero dizer é que questões racionais elementares, como a densidade - ou mesmo o volume - para a sustentação da gravidade são, talvez, menores à física passional, pois os valores são outros - e variáveis.

<< Não é necessário consenso para compreensão desse exercício de argumentação que ao menos se aproxima do discurso científico como um exercício poético, afinal de contas, pensa-se: o que discorre sobre o subjetivo, sobre o passional, sobre o fenomenal, que não o é? >>

Voltando ao tempo, à acomodação, ao crepúsculo do astro, as causas são várias, mas em geral o resultado é afim: a diminuição do apego, o aumento do distanciamento. Com isso, várias coisas podem acontecer, desde a separação das órbitas, até a impressão e subsequente troca pela orbitação de outros astros. Não sei se também tiveram essa impressão, mas aqui sinto transparecer mais a carga humana destas palavras.


Algo trágico pode acontecer também: em geral a carga de apego de um relacionamento é compensada pelas mais diversas razões, como o orbitar de astros afins, como amigos, conhecidos, pretendentes, etc. A vida e as particularidades do satélite o mantêm em sua órbita, desgastam o apego gravitacional do Sol, promovendo as mais diversas malabarices orbitais. Entretanto, quando o apego gravitacional de uma das partes é tão superior ao conjunto de resistência da outra, uma trágica relação inicia-se, dragando aquela menos compensada numa orbitação cada vez mais espiralada (digo num sentido bidimensional) e acelerada rumo ao centro daquele astro impressionante. E, evidentemente, quanto maior a aceleração e a proximidade do centro, maior a dificuldade em se frear o astro orbital. É nessa fase em que o mundo do satélite passa a ser monótono, desinteressante, bobo e fugidio. Cada vez mais dependente de seu Sol, o satélite passa a evitar as minúcias do seu mundo como se fossem afazeres laboriosos, sempre preteríveis em relação àqueles que envolvem o astro-rei. E quem nunca experimentou tal situação?

É quase um lugar comum pensar na nossa teia social como uma constelação de astros próximos que se inter-orbitam e que se relacionam como que realizando os mais diversos fenômenos astronômicos, o que demonstra ainda mais a validez desse exercício "positivo-simbólico", como o perdão da licença poética.

Voltando à parte do canto do bode, quando tal situação extrema-se, o astro-rei passa a se comportar como um buraco negro: passa a sugar o seu satélite e mesmo àqueles que circundem esse - não no sentido de impressão de novos orbitais, mas sim de diminuição de impressionamento do mundo ao orbital (vale lembrar que nada disso é necessariamente intencional por qualquer das partes, aqui toda a mecânica é quanticamente relativizada), só aumentando a sedução letal do astro-rei.


 Presumível é o choque que tende a se realizar com o diminuir do raio orbital. O que se sucede, então, podem ser três eventos: o primeiro, mais trágico, é um choque que pulverize ambos sol e orbital, o modo como esse choque se apresenta pode ser vários, desde uma briga que faça ambos se desestruturarem, um relacionamento autodestrutivo que termine por ferir ambos irremediavelmente ou até mesmo uma separação que, de tão violenta, impossibilite o contínuo navegar dos astros; [P.S.: interessante frisar que nesse caso é usual perceber que ambas as pessoas ainda se amam ou nutrem sentimentos igualmente fortes - ódio, ciúmes, amargura, etc -, fator que então as desestrutura até não se sabe quando. Tal desestruturamento pode se apresentar como uma obsessão, como uma depressão, uma apatia à vida ou mesmo uma aversão àquilo que a pessoa foi até ou tornou-se pelo relacionamento. O que há de se perceber é a potência do estrago, que leva algo consigo obrigatoriamente, diferentemente do terceiro caso, como verão a seguir]


 O segundo, mais terno, é a mescla realizada pelo choque com os dois astros. Nesse caso, ambos formam uma simbiose onde duas matérias distintas formam um mesmo corpo, uma geosfera afim sedimentarmente homogênea, que cujo temperamento sísmico denuncie a multiplicidade da sua composição. Em suma, é como aqueles casais que passam a depender-se um do outro para a vida, sendo o porquê dos seus negócios (negócio como neg-ócio, negação do ócio, ver etimologia em latim), parte essencial da sua normalidade humorística (digo da causa primordial das alegrias e tristezas. É o motivo de ter um humor neutro cotidianamente, ou mesmo das suas causas primárias de instabilidade), da maior esperança de forma de vida (de continuação da atual condição de vivência, em casal, constituindo família, mantendo o apego. Isso pode ser sim uma construção social, mas ainda assim mostra-se um caso a ser estudado). Por mais que associemos esse exemplos a diversos casais, ele ainda é (supõe-se) um caso raro. É o caso dos anciões que mesmo depois das maiores desventuras continuam a amar-se e a precisar-se; das mulheres de ladrão que mesmo sob a violência doméstica (de inúmeras maneiras) continuam a voltar, e ao ladrão que mesmo em sua explosões (muitas vezes causadas justamente pelo amor, diretamente ou não) torna a se culpar, a se arrepender, a se desculpar; daqueles que mesmo distantes fisicamente distantes, dependem do outro para levar sua própria vida, seja na decisão dos atos, seja na forma de realizá-los.

 Já no terceiro caso encontramos o mais usual. Quando a sentimental colisão ocorre, as forças não se acabam resultando na fusão dos corpos ou na sua destruição, mas sim, tal como quando a destruição não consome de imediato a maior parte das forças, somente desestruturando o astros, transforma a órbita em diferentes rotas, tornando os astro em cometas errantes que apenas cortam e alteram órbitas até que a força propulsora não seja suficiente para inexpugnar o astro errante da gravitação dos sois. Tais astros errantes, ainda que inteiros, caracterizam-se pelo caráter acidentado de sua superfície, marcas indeléveis na topografia-memória dos corpos geodésicos, motivo "subjetivo" da sua vilania ( no sentido de "vilão", aquele sujeito que não pertencia a um feudo específico). Não necessariamente todos os astros cadentes adotam tal comportamento. Alguns passam a orbitar (ou a serem orbitados) sucessivamente, na medida em que a gravidade influencia (impressiona) outros astros apesar da sua força propulsora, repetindo aquele comportamento d alterar a orbitação de outros astros ou a rota daqueles cadentes. Uma hora a força propulsora fraqueja, permitindo ao cadente se influenciar perene outros seres astronômicos. É claro que diversos outros comportamentos pós-colisão são percebidos, e mesmo tipos de orbitação que não se concluam numa colisão existem, pois tanto a vastidão de fenômenos físicos e quânticos aumenta com o tempo como a riqueza de relações e da subjetividade humana se faz crescer a partir da contínua experiência do Homem, sendo ínfimas as possibilidades de analogias.


Thats nothing, folks.
É o que tem pra hoje.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

[nome de viajantes dos sonhos]

Essa noite sonhei que estava míope. Eu estava no Palácio das Artes, fazendo sei lá o quê, só sei que eu não consegui enxergar nada longe. Isso me parece algo tão cheio de significados! Digam se não parece um símbolo de futuro incerto, de falta de planejamento, de efemeridade das vivências presentes (ô, e esse daí a gente sabe bem, hein produção?)... e quanto mais eu me esforçava para conseguir ler o que estava longe, mais meus olhos doíam, mais minha visão cansava. Se não me engano, no começo do sonho, eu tinha só a impressão de não conseguir ler à distância, e já pro fim, de tanto forçar, o que estava longe mostrava-se inlegível já.

Simbólico demais pra mim. Vejamos como se comportará a vida...
A música não tem necessariamente a ver com o sonho, mas quis colocá-lo aqui.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nostálgica fruta

Minha casa é Mangueira. Verde e Rosa. Verde da folha, Rosa da fruta. Em casa temos uma senhora, sexagenária que esconde sua idade debaixo da sombra da cabeleira frondosa, que nessa época do ano se enfeita com vários brincos-penduricalho e colares-pendentes e terços de contas barrocas em seu verde-róseo e impressionistas nas suas pintas rosas-verdejantes. Diástoles doces e sístoles azedas contidas em cada fio da renda interna dos corações-de-mãe que se amontoam como tri, quadri, miligêmeos no cordão umbilical, de pele assim tão macia pra seduzir o dentes mais que qualquer maçã abestalhada. No final cada mordida é um passar de fio dental inverso, sedimenta-se as entradas da muralha-arcada ao invés de desentupi-las. A mais (doce) (bem sucedida) (carnavatropicalesca) operação tapa-buracos que se tem notícia! Tão proativas quanto qualquer bacilo-vibrião-bastonete, as estafilococos estabanadas adiantam-se à queda e brotam antes de se soletra \man\<péde>\ga\. De fato, trocam os pés pelas mãos. Ah, se Newton comesse mangas. Nunca teríamos um físico, mas sim um filósofo, um poeta, um mestre-cuca, mas antes de tudo um glutão, apaixonado com a sede da queda contida em cada um desses corações. Nietzsche, então, nunca seria o velho-babão de misantropia, mas antes um velho-babado de manga. Ele certamente não diria de monstros e dos seus abismos, mas sim de mangas e dos seus abismos contidos. Nem mousse, nem chutney, nem Tommy. Manga boa é manga de pé, manga de fibras mais longas que a cabeleira de Yemanjá. Mais longas que as de qualquer papel metido a gueixa.

Quem sabe o texto continue. Que seja feito os fios de manga; Estendem-se em comprimento, estendem-se em conjunto, estendem-se nos outros!

domingo, 21 de agosto de 2011

Inércia Proativa

Sabe, às vezes eu, de fato, sou como um vampiro que suga a pneuma alheia, tal como está no "sobre mim". Não quero dizer que eu seja invejoso, copioso ou qualquer desses adjetivos que os escritores de auto-ajuda de Lojas Americanas tanto gostam de falar (que não passam, ao meu ver, de maquiagens pra algo muito mais profundo: o cerceamento da vida que o capitalismo promove). O que acontece é que eu vejo a vida (dos outros) passar. E vejo minha vida na vida dos outros. De vez em quando tenho a impressão de que minha vida é algo absurdamente experimental, é quase uma terceira-pessoa. Eu me narro o que vivo. E penso qual é o tom dessa narrativa, sobre o quão verossimilhante ela é com a vida de fato (a que eu deixo de viver para narrar). Diria que estou numa fase de intensa vivência, mas ironicamente ainda aqui, nesse "lugar comum", a narrativa continua sendo tão latente e potente quanto aquilo que de fato vivo. E só resta a dúvida: vivo? Algum psicólogo comportamental chamaria toda essa poética do absurdo acima de proatividade, e não nego que o seja. Talvez seja o traço de algum arquétipo, algum complexo, que não seria? De humano, basta o chão. A inércia da proatividade lentamente engessa a vivência. Quando percebo estou com os pés enraizados no solo e com as mãos esfaceladas sobre a face ("palmaface"). E aí, quem lerá tanta narrativa? Eu mesmo, que já as conheço? Auto-epístolas é demais até pra mim.

[Pensamento interrompido em função de estar ouvindo "Everything goes my way", do Metronomy.]

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Discreto Chame da Burguesia

Resposta a (uma série de) comentário sobre a seguinte notícia:

Copyright: França já advertiu quase 500 mil por baixarem conteúdo pirata


@Allan Taborda dos Santos

Claro que as leis não devem seguir cegamente os costumes de um povo, mas sim refletir acerca esses e prever o que de melhor pode ser salvaguardado neles. Acho ainda, que os costumes não são o principal enfoque, mas sim as faltas que o sistema em que vivemos reproduz; se não temos boa educação, então devemos ter leis que proíbam assassinatos, roubos, corrupção, etc; se não temos um sistema de promoção da cultura, então devemos ter uma lei de incentivo à cultura.

Mas é óbvio que o interesse dos que estão no poder, quando se pensando da democracia burguesa, não é ter as leis como medidas paliativas que sejam cumpridas até que seja sanada a sua origem, mesmo porque tais faltas são engrenagens do funcionamento do capitalismo. As leis são simplesmente bridas para guiar a massa quanto o interesse burguês. E tal instituição francesa, Hadopi, é um ótimo exemplo disso. A internet é sim um meio que subverte o capitalismo, que propicia o acesso a riqueza virtual, o software, àqueles que não teriam condição de fazê-lo pelo seu caráter de proletário, pequeno-burguês, etc. Tanto que a indústria cultural, anomalia da cultura criada pela ascensão burguesa, já tremeu frente a possibilidade de ter suas mercadorias acessadas gratuitamente pela massa, o que impediria sua continuação (e é aí que se encontra a cultura indie, não de óculos Ray Ban e calça xadrez, mas sim desenvolvendo cultura sem ter que acessar a burguesia cultural e possibilitando seu acesso a todos).

É preciso entender que a cultura é, antes de uma mercadoria, um direito humano. Aquele que faz cultura tem que se ver como influenciador das massas, não como um autor que amarra o que produz com arames farpados (chamados também de "direitos autorais"). Até porque a cultura nunca é algo completo em si, sem influências e fontes. Somente assim seria possível e verdadeira a utilização de tais "direitos do autor", negando a enorme influência, a "Nachleben der Antike" que existe em tudo que fazemos. Tais leis que cerceiam o acesso a cultura são simplesmente antihumanistas. E não estou negando o trabalho de programadores, artistas, editores, ilustradores, etc. Mas uma alternativa além do open source, além da produção indie, é a criação de "softwares lite" e "softwares pro", com bastante sinceridade e menos austeridade. Um bom exemplo, talvez é o Real Player, que como software freeware, limitado, já supri necessidades de usuários comuns.

Não devemos nos resignar com o muramento de conhecimento e cultura, nos satisfazendo com produtos e cultura de massa. Devemos, sim reivindicar por cultura e conhecimento de qualidade, que nos forneça os meios necessários para a nossa própria produção intelectual! Aceitar de cabeça baixa as normas que os burgueses, detentores dos meios de produção em geral, e atentados a deter nosso espírito (favor não fazer a idiotice de ler tal frase religiosamente), é simplesmente vender nossos direitos humanos! É vender nossa humanidade, e atestar a nossa bestialização!

DO WHAT YOU WANT 'CAUSE A PIRATE IS FREE!

terça-feira, 12 de abril de 2011

é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional ...

 Justamente quando eu adiciono o fatídico Cinema Cultura no blog roll desta espelunca, percebo que este está fora do ar. Desde quando? Não sei, provavelmente foi algo de hoje, ainda, já que ontem eu baixei Film d'amore e d'anarchia.


Sinceramente, a internet sofreu um atentado nesse mês. Não obstante o Vagalume Rosa, do Wordpress, agora o Cinema Cultura, que era do Blogger, que mostra uma faceta homofóbica e retrógrada do Google. Qual será o próximo passo pra zerar a cultura no espaço virtual de vez? Acabar com o Tomando no Koo? Diminuir a minha blogrolla? De fato, castrar as fontes deste mísero blogayro?


Enfim, este é o atual cenário da internet brasileira. Extinção de blogs relevantes, perseguição de blogs LGBTT's, pornográficos ou não, restrição de meios e da liberdade de expressão... aquela "internet anárquica" que idealizávamos nunca existiu, e pelo jeito que se toca a carruagem, nunca existirá.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

IPSEMG

Eu tenho crises de sinusite há, aproximadamente, 8 anos (creio que desde que parei de dormir com a minha mãe - NA MESMA CAMA, SEUS PUNHETEIROS PERVERTIDOS - nessas horas eu morro de saudade do 55 :'( ). Talvez tenha alguma relação com a minha casa cheia de árvores (casa élfica, segundo uns, habitação ribeirinha segundo outros) e com sua conseqüente umidade e má ventilação (quando eu era mais tosco até fazia poemas com o mofo das paredes ahahaha lembra, Flora? ♥).

Mas, ao invés de continuar com a eterna discussão com mi madrecita, prefiro continuar com o meu antibiótico de 2,5cm (às vezes penso que deve ser um supositório e eu estou tomando pela via errada ahahaha). Só pra sentir o cheiro de amoxicilina quando urino.

DI-LI-ÇA.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Boa tarde, em que poderia estar te ajudando senhor?

Esperem por mim, quengonas, que em breve estarei ligando para os titulares de todos os lares do Sudeste oferecendo os serviços telecomunicativos financeiros de toda espécie de empresa contratadora de call-center! MUAHAHAHAHHA

Uma palavra: Tudopordinheiro.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

♥

Nessas horas a gente chega perto da essência de uma fase, e isso é tão lindo, né? É como se fosse um Zeitgeist, algo que, depois de concreto, permanecerá na sua memória por algum bom tempo:

(sobre o meu primeiro sapato, que comprei há pouco)

Afonso diz:
 éé, lindíssimo
 coleção da melissa pros uommes
 (coisa de viado, né? ahahahah nem pra ser um lacoste, algo assim)
 http://pfantastic.files.wordpress.com/2010/01/masculina2_preview_maritrigo.jpg
 esse daí, mas roxo! ahahaha
f diz:
 que nada.
 coisa de homem
 é cyclone
 OWEKJWEIWEMWEOWEWKEWEIWEWEOWEKWEOWEKWEIWEJW
 ABA RETA
 RS
Afonso diz:
 AHHAHAHAHAHAHHAHAHA
 AAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA

Gente! AHAHAHAHA! Como eu te amo, minha flor! ♥

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

quando eu era pequeno, praticamente todos os dias havia algum lugar onde se queimava algo. Lembro o cheiro de fumaça no escolar. Eu odiava aquilo, me fazia ter dores de cabeça constantes. Lembro do trajeto. Dos alunos do Colégio Batista, com aquele uniforme que eu invejava e a vida que eu fantasiava. Lembro da minha escola, o Barão. Como era bom aquilo. Não lembro de quase nada, tenho que perguntar pra amigos antigos como eu era pra, assim, fazer mais idéia de como fora. Se eu pudesse, viveria dormindo, num sonho em loop dessa vida. Por que essa vida não é mais minha? É de quem? Deve ser da fumaça.

domingo, 12 de dezembro de 2010

tomando até dormindo

Assassinato - Ver um: mudança de residência. Ser a(o) assassina(o): desavença em família ou injustiça próxima. Sorte: cobra.



Sonhar que mata a alguém significa que vai acabar com uma velha forma de pensar ou atuar em sua vida real ou, talvez, com um vício.
Por outra parte, este sonho pode significar que está reprimindo um sentimento de agressão e fúria para se mesmo ou para outra pessoa.
Sonhar que um assassino lhe mata a você, é possível que uma relação importante em sua vida acaba de terminar por alguma razão e você tenta afastar-se de seu sentimento de tristeza.
Sonhos relacionados com assassinatos são frequentes nas pessoas que sofrem uma depressão.
Sejas o criminoso ou a vítima, o sonho pode significar a necessidade de revisar algum aspecto que resulta muito negativo e deves eliminar. Talvez se refira a uma relação prejudicial com alguém que te reprime a liberdade e te repercute negativamente.
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Essa noite sonhei que matava meu irmão com uma tesoura. Bem Nazaré Tedesco mesmo, sabe. Sonhei que rolou alguma merda, eu explodi, aí minha mãe ficou do meu lado e foi xingá-lo, e nisso ele deu um chute nela, algo assim. Aí eu fui atrás dele e tentei bater nele, mas foi meio... it has no effect. Então fui até a cozinha, peguei uma tesoura grande, voltei até onde ele estava e enfiei a tesoura no pescoço dele. Não saiu sangue. Repeti várias vezes até que ele caísse no chão. Minha mãe continuava do meu lado. Então, fiquei com medo dele não ter morrido porque ele não tinha 'quebrado o pescoço', então fiz um talo no pescoço dele. Continuou sem sair sangue, e até no sonho estranhei isso.
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Sonhar estar perdido é muito comum e ocorrem normalmente quando você está tendo conflitos, para decidir como reagir em uma situação na vida real. No sonho você está tentando encontrar o caminho para sair de uma área - como uma floresta, ruas da cidade, um grande edifício, ou algum labirinto como estrutura. 

11 – Sonhar em estar perdido ou ser prisioneiro, em geral, significa desespero. Outro sonho comum é não conseguirmos se mover ou mesmo respirar. Pode significar frustração, sensação de estar preso num relacionamento ou estar num trabalho que não traz prazer.
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Nessa semana, se não me engano, sonhei 3 vezes com isso. Estar perdido. Era um sonho horrível, chatíssimo! Eu resolvia pegar um ônibus desconhecido, porque assim quando o meu ônibus de verdade passasse seria mais fácil de pegá-lo (?). Mas, ao invés de conseguir pegar meu ônibus eu acabei indo parar num lugar completamente desconhecido. Era tipo a estação rodoviária de uma outra cidade. A princípio tentei sair da rodoviária, mas a passarela que nos levaria ao outro lado estava completamente destruída, em frangalhos. Resolvi perguntar às pessoas das lojas a que horas sairia o próximo ônibus: 20h. E era de manhã. Surtei no sonho (algo que quase não acontece I.R.L) e resolvi roubar um brinquedinho, tipo um Tamagushi, pra passar o tempo. Enfim, no final do sonho eu não consegui nem roubar o Tamagushi nem sair da rodoviária.

Ultimamente as coisas têm sido, como diz minha mãe, trash. Não é novidade a ninguém que meu relacionamento com o meu irmão é ruim, aliás, que relacionamento? Pra mim é só uma constante ameaça, não há relacionamento algum. Mas sonhar com eu matando-o ou batendo nele é um pouco chato. Principalmente se eu tenho, sei lá, um sonho desses por mês. Ainda mais se eu me sinto aliviado no sonho e acordo assustado ao perceber que, opa!, era tudo um sonho.

sábado, 11 de dezembro de 2010

mãe dinah inc.

Gente, sabe aquela imagem lá da página anterior à esta do pasquale? Então, acabei de lembrar! Já sonhei com ela! Porque, assim como todo mundo, eu tenho "premonições abstratas enquanto durmo."

É uma coisa muito falha, sabe. Eu não tenho condições de 'prever o futuro', porque as premonições são abstratas. Não necessariamente abstratas do tipo Modernismo pós-expressionismo, mas sim abstratas em relação a não serem exatamente figurativas. Digo, eu não vejo algo como por exemplo... o nome do blog com meu nome no 'quem sou eu' e várias postagens, mas sim uma só imagem randômica, no caso a foto do pasquale.

Então, é fácil? É uma bosta, né? Nem minhas premonições são úteis! ahahahaha
Se eu pudesse ao menos sonhar com meu nome na lista de ganhadores da megasena acumulada de ano novo com o número ao lado. Aí eu resolvo cochilar mais meia-hora e esqueço os números. Essa é a minha vida, esse é o meu mundo. Nextel.

afonso - traumatizado desde 1993.

Outro dia a luz daqui de casa acabou assim, do nada, sabe? Com uma brisa de chuva o computador estava morto.

Aí, minha mãe ligou pra CEMIG (Companhia Estúpida para Mineiros Gangrenar) e fez.um.escân-dalo. Fiquei completamente incomodado, afinal de contas, era só algum pobre coitado do outro lado tentando conseguir o ganha-pão. Nisso minha mãe fala:

"_TENHO REMÉDIO NA GELADEIRA QUE NÃO PODE FICAR DO LADO DE FORA"

Pensei: quê? Remédio só se for o álcool que as bactérias produzem fermentando as milhares de coisas que ela guarda em vasilhas incógnitas há anos. Relevei, como sempre.

Há uns dias abro a geladeira, e pimba! Um potinho com um frasco (?) de Insulina dentro. Eu gélo. Cara, que isso? Tava lá, escrito bonitinho "Insulina Humana". Tipo assim, ó:


QUE.PORRA.É.ESSA?
Tipo, agora meu irmão, que é drogado, virou diabético? Isso?

Aí numa ocasião propícia viro pra minha mãe:
mãe, por que tem insulina na geladeira?
porque senão estraga.
mãe, por que tem IN.SU.LI.NA na geladeira?
porque senão estrag-
MÃE! VOCÊ TÁ TOMANDO INSULINA?!
tô.
MÃE! VOCÊ É DIABÉTICA?!
não, tô fazendo um tratamento de prevenção.
E VOCÊ TÁ TOMANDO ISSO DESDE QUANDO!?
há mais ou menos uma/duas semanas.

Cara, vocês não sabem o baque que isso foi pra mim. Minha mãe, além de ser hipertensa, voltar pra casa com o namorado que aprendeu a dirigir com um jipe no exército em, sei lá, 70, conviver com um drogado, agora é diabética.

Que eu faço? já garanto uma vaga no cemitério porque se não sabemos quando, é melhor saber onde?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

drrr drrr drrr drrr

*celular vibrando no bolso da calça*
Eu levanto e saio correndo pra atender a tempo do lado de fora da sala, porque não sou desses que faz que nem está aí;

_Alô!
_Oi!? Cê pode falar agora?
_ahm? eerr, posso...
_ahm. e aí?
_hmmm, bem? rs
_então, tava pensando em a gente dar um rolé aí, ir no cinema, que horas cê pode?
_eeerrrr, ahm, hoje?
_éé que horas cê pode?
_ai cara, pior que hoje não vai dar, vô sair do cursinho mó tarde
_que horas?
_eeerr... umas oito, nove. Ainda vou ter que passar na minha mãe depois.
_ah, a gente olha alguma seção. que que cê tá afim de ver?
_aaah cara, acho que não vai dar mesmo, tô sem dinheiro e talz rs
_*falando marotamente* aaah, mas cê sabe que isso num é problema!
_olha cara, hoje não vai dar não, porque depois a gente não combina algo? a gente conversa no msn, ok?
_ah, tá...
_então tá, depois a gente se fala. falou, tchau!
______________________________________________________________________
COMPLETO DESCONHECIDO.

Gente, tem condição isso? Você elucubrar a possibilidade de um cineminha com uma pessoa a qual você não reconhece a voz e que não se identificou?
Tem horas que eu não me entendo meeesmo, uma impossibilidade de perguntar pro meliante quem ele era, sabe? É uma vergonha crônica, não é nem timidez, é uma espécie de inércia que me dá quando eu deveria estar ali, atuando, sendo.

Aí, morto de curiosidade, resolvi ligar de volta agora pra saber quem era (ahahaha só eu mesmo, espero passar, sei lá, 7 horas pra retornar a ligação decentemente):

*dá um toque a cobrar*
_Oi?
_oi. *música ao fundo*
_então, posso te fazer uma pergunta estranha, cara? rs
_*fala algo que eu escutei como "faz"*
_quem é você mesmo?
_peraí, QUEM É VOCÊ?
_ahm, Afonso? *oi?*
_que afonso?
*RETICÊNCIAS DESTE TAMANHO*
_ahm, olha, você me ligou de tarde, não lembra?
*espaço temporal*
_não. às vezes foi alguém da minha empresa. eles pegam meu celular.
*-q
fulano deixa o celular ASSIM AO LÉU pro povo sair por aí marcando cineminha c'us otro, é isso?*
_aaaahm, táá...
_mas, afonso de onde?
_ué, não sei né! depende da pessoa que me ligou...
_tá. mas afonso de onde?
*suspiro*
_ahm, de... BELORIZONTE?
_olha, deve ter sido alguém da minha empresa que te ligou. de vez em quando eles pegam meu celular.
*sim, o senhor já nos deu essa informação. estaremos passando o telefone do disque-pantera, o senhor poderia estar aguardando na linha?*
_ah, então tá bom. brigado, viu?
_err, depois eu vou perguntar se alguém te ligou, aí se tiverem te ligado eu te falo.
_aham, tá bom. brigado, viu? falou, boa noite, tchau.
_boa noite...

Sinceramente? Dou conta não. Fiquei ansiosíssimo, depois que passei no trabalho da minha mãe (que fica próximo ao cursinho) pra pegar o dinheiro da mensalidade, esqueci de pegar o dinheiro e fiquei ainda mais ansioso. Chego e sequer espero mi madrecita chegar pra usar o celular corporativo dela que é zero.oitocentos. Aí nêgo vira, "hurr hurr num lembru q afonsu//?".

Sério. A-CA-BOU com a noite. Eu já pensando que era meu bofe, ou algum possível dating antigo, e... NA-DA. 

Uma palavra resume: UÓ. Espero que não tenha sido o mister-telefone.públikoo que me ligou achando que eu fosse, sei lá, uma piriguéti, mas que sim seja realmente um dating antigo que prometa.