Aby Warburg já sabia de tudo durante todo esse tempo!
WARBURG SABIA TE TUDO!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Allan Poe; Bíblia Malkaviana; Heráclito de Éfeso;
Bem vindo menino
ao mundo dos tolos
Onde o sexo é desprivatizado
onde o amor é coloca debaixo do tapete
Onde apaixonar é apenas um verbo bonito de se ler
Chegue mais
Desfrute das nossas ninfetinhas com bucetas deliciosas
Elas são apenas carne
Assim como você
Um dia sentirá falta dessa carne
A carne que um dia irá apodrecer
No dia em que perdertes a vontade de comer-las
Buscará por uma nova força para se alimentar
Outras carnes novas
Mas as carnes novas não são as mesmas
Então, quando esse dia chegar
você começará a varrer mais
E talvez, encontre o amor de novo
Aquele amor que você sempre pisou em cima.
Lucy Cieiro. ♥
quarta-feira, 20 de julho de 2011
sangue real
A expulsão de Éden foi o primeiro marco de tempo. Antes dessa, Adão e Eva foram imortais pela sua criação não constituir marco cronográfico. Talvez um neologismo como cronônico, junção de tempo em Cronus com icônico, no sentido de marca visual contingente de significado; "significante visual". Assim sendo, a imortalidade de Eva e Adão consistia na infinitude de sua criação. Não gosto do sentido ético da relação com o Fruto Proibido, com a Árvore do Conhecimento. Afinal de contas, se Deus já os advertira a não comer tal fruto, já se estabelece um sistema ético, com uma norma explícita: "Não comam o fruto da 'Árvore do Conhecimento'". Isso para mim seria um erro de lógica; negar o mandamento divino já é o pecado. Deus como onisciente e eterno sempre teve conhecimento do pecado e da escolha antiética humana. Deus criou o Homem, dessa forma, para pecar. Deus só conhece o que é verdadeiro, Deus não conheceria e, conseguintemente, não conceberia o Homem se esse não pecasse. A essência do ser humano é o pecado. O que seria o pecado, então? O Fruto da Árvore Proibida traria o que para o Homem?
Só me vem à mente que o Fruto da Árvore seria, de fato, a consciência sexual de seus corpos, o conhecimento do erotismo e da lascívia, assim como diz a doutrina de William Marrion Branham (oh, Wikipédia, shame on me) - porém, se tal tendência ocultista de uma linhagem satânica Cainista, ou mesmo de uma Serpente antropomórfica. Pode ser bobagem, mas a mim o fato do animal ser uma serpente e de ter um fruto, ainda mais, uma maçã, é muito sugestível como parábola à fertilidade, à origem da vida como espermatozoide e óvulo/ ovário. A largos passos, a Árvore e o Fruto proibidos possam parecer como uma alegoria ao patriarcado: o Fruto, feminino, é passivo, está sendo oferecido para ser pego; a Serpente, masculina, é ativa, e seduz Eva a colher o Fruto e consumi-lo com Adão. Considerando-se o mito de Lilith como verdadeiro - o de sua existência, e não sua transformação em Serpente e sedução de Eva (ainda que isso gere uma interessante teoria de relação de Fruto proibido como lesbianidade e Lilith como alternativa sexual-dominante de Adão) -, podemos pensar em tal ponto como a passagem de matriarcado e culto da Grande Mãe (talvez aí o porquê da relação Lilith e Árvore proibida) pro patriarcado e culto de Deus/ Pai celestial. Afinal de contas, talvez o fruto fosse a descendência, pois somente após serem expulsos do Éden e de assim terem a consciência da sexualidade, Adão e Eva tiveram sua prole (em tese iniciada pelo varão Caim, 70 anos após a expulsão de seus progenitores do Éden).
O Fruto da Árvore então é a sexualidade, e a expulsão do Éden o marco cronônico da mortalidade do Homem. Assim, com o distanciamento do marco cronônico inicial e a noção de envelhecimento, cada geração de patriarcas cristãos se torna mais mortal, mais efêmera. Os primeiros antepassados antediluvianos talvez tenham vivido por tanto tempo, por centenas de anos, em função do seu próprio marco cronônico ter também se dilatado: Adão, ao menos, viveu por 900 anos, alcançado sua oitava geração. Logo, Sete, da segunda geração (sendo Adão e Eva a primeira geração), viveu cerca de 100 anos até a morte do seu progenitor; Enos, da terceira, pouco menos, e assim conseguintemente até chegarmos em Noé, em tese o último dos "milenares", cuja prole diminui substancialmente as centenas de longevidade. Isso corroboraria tal tese do marco cronônico, afinal de contas, com o dilúvio, a prole dos antepassados se tornou distante do que havia até então da humanidade. Só Noé, que foi pai tão somente aos 500 anos, continuou com tal herança. Já seu filho, Sem, só o acompanhou por 450 anos, metade do que era então habitual. O seu filho, neto de Noé, acompanhou esse por ainda menos, 350 anos, e seu próprio pai por 500. Não por menos morre com 438, e seu filho com 433. Até o tempo de Jesus Cristo, notavelmente o limite de longevidade já estaria numa só centena. As condições então de sobrevivência com certeza ceifariam ainda mais décimos, com mortes sexagenárias ou menos.
Nós da contemporaneidade estamos recobrando artificialmente o "centenário longevo". Não é mais uma questão de extensão da alma, de decréscimos da antiga longevidade infinita por distanciamento cronônico, mas sim pela condição de restauração e conservação da carne. Talvez nós estejamos de fato no tempo do Apocalipse, onde adolescentes, ainda no seu um décimo de vida, já sofrem dos males do atrito entre sobrevida e morte, com suas obesidades, hipertensões e estresses. Acontece que, se não mais morremos por disenteria ou anemia como há dez ou mais (ou menos) séculos atrás, hoje morremos por condições contextuais que, ainda que sejam completamente diferente daquelas, mostram-se iguais em efeito. O capitalismo é o novo vício, e talvez a redenção - o comunismo pleno - seja utópica e pós-apocalíptica. O comunismo é o novo Éden, o comunismo é o Paraíso velado.
Só me vem à mente que o Fruto da Árvore seria, de fato, a consciência sexual de seus corpos, o conhecimento do erotismo e da lascívia, assim como diz a doutrina de William Marrion Branham (oh, Wikipédia, shame on me) - porém, se tal tendência ocultista de uma linhagem satânica Cainista, ou mesmo de uma Serpente antropomórfica. Pode ser bobagem, mas a mim o fato do animal ser uma serpente e de ter um fruto, ainda mais, uma maçã, é muito sugestível como parábola à fertilidade, à origem da vida como espermatozoide e óvulo/ ovário. A largos passos, a Árvore e o Fruto proibidos possam parecer como uma alegoria ao patriarcado: o Fruto, feminino, é passivo, está sendo oferecido para ser pego; a Serpente, masculina, é ativa, e seduz Eva a colher o Fruto e consumi-lo com Adão. Considerando-se o mito de Lilith como verdadeiro - o de sua existência, e não sua transformação em Serpente e sedução de Eva (ainda que isso gere uma interessante teoria de relação de Fruto proibido como lesbianidade e Lilith como alternativa sexual-dominante de Adão) -, podemos pensar em tal ponto como a passagem de matriarcado e culto da Grande Mãe (talvez aí o porquê da relação Lilith e Árvore proibida) pro patriarcado e culto de Deus/ Pai celestial. Afinal de contas, talvez o fruto fosse a descendência, pois somente após serem expulsos do Éden e de assim terem a consciência da sexualidade, Adão e Eva tiveram sua prole (em tese iniciada pelo varão Caim, 70 anos após a expulsão de seus progenitores do Éden).
O Fruto da Árvore então é a sexualidade, e a expulsão do Éden o marco cronônico da mortalidade do Homem. Assim, com o distanciamento do marco cronônico inicial e a noção de envelhecimento, cada geração de patriarcas cristãos se torna mais mortal, mais efêmera. Os primeiros antepassados antediluvianos talvez tenham vivido por tanto tempo, por centenas de anos, em função do seu próprio marco cronônico ter também se dilatado: Adão, ao menos, viveu por 900 anos, alcançado sua oitava geração. Logo, Sete, da segunda geração (sendo Adão e Eva a primeira geração), viveu cerca de 100 anos até a morte do seu progenitor; Enos, da terceira, pouco menos, e assim conseguintemente até chegarmos em Noé, em tese o último dos "milenares", cuja prole diminui substancialmente as centenas de longevidade. Isso corroboraria tal tese do marco cronônico, afinal de contas, com o dilúvio, a prole dos antepassados se tornou distante do que havia até então da humanidade. Só Noé, que foi pai tão somente aos 500 anos, continuou com tal herança. Já seu filho, Sem, só o acompanhou por 450 anos, metade do que era então habitual. O seu filho, neto de Noé, acompanhou esse por ainda menos, 350 anos, e seu próprio pai por 500. Não por menos morre com 438, e seu filho com 433. Até o tempo de Jesus Cristo, notavelmente o limite de longevidade já estaria numa só centena. As condições então de sobrevivência com certeza ceifariam ainda mais décimos, com mortes sexagenárias ou menos.
Nós da contemporaneidade estamos recobrando artificialmente o "centenário longevo". Não é mais uma questão de extensão da alma, de decréscimos da antiga longevidade infinita por distanciamento cronônico, mas sim pela condição de restauração e conservação da carne. Talvez nós estejamos de fato no tempo do Apocalipse, onde adolescentes, ainda no seu um décimo de vida, já sofrem dos males do atrito entre sobrevida e morte, com suas obesidades, hipertensões e estresses. Acontece que, se não mais morremos por disenteria ou anemia como há dez ou mais (ou menos) séculos atrás, hoje morremos por condições contextuais que, ainda que sejam completamente diferente daquelas, mostram-se iguais em efeito. O capitalismo é o novo vício, e talvez a redenção - o comunismo pleno - seja utópica e pós-apocalíptica. O comunismo é o novo Éden, o comunismo é o Paraíso velado.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Discreto Chame da Burguesia
Resposta a (uma série de) comentário sobre a seguinte notícia:
@Allan Taborda dos Santos
Claro que as leis não devem seguir cegamente os costumes de um povo, mas sim refletir acerca esses e prever o que de melhor pode ser salvaguardado neles. Acho ainda, que os costumes não são o principal enfoque, mas sim as faltas que o sistema em que vivemos reproduz; se não temos boa educação, então devemos ter leis que proíbam assassinatos, roubos, corrupção, etc; se não temos um sistema de promoção da cultura, então devemos ter uma lei de incentivo à cultura.
Mas é óbvio que o interesse dos que estão no poder, quando se pensando da democracia burguesa, não é ter as leis como medidas paliativas que sejam cumpridas até que seja sanada a sua origem, mesmo porque tais faltas são engrenagens do funcionamento do capitalismo. As leis são simplesmente bridas para guiar a massa quanto o interesse burguês. E tal instituição francesa, Hadopi, é um ótimo exemplo disso. A internet é sim um meio que subverte o capitalismo, que propicia o acesso a riqueza virtual, o software, àqueles que não teriam condição de fazê-lo pelo seu caráter de proletário, pequeno-burguês, etc. Tanto que a indústria cultural, anomalia da cultura criada pela ascensão burguesa, já tremeu frente a possibilidade de ter suas mercadorias acessadas gratuitamente pela massa, o que impediria sua continuação (e é aí que se encontra a cultura indie, não de óculos Ray Ban e calça xadrez, mas sim desenvolvendo cultura sem ter que acessar a burguesia cultural e possibilitando seu acesso a todos).
É preciso entender que a cultura é, antes de uma mercadoria, um direito humano. Aquele que faz cultura tem que se ver como influenciador das massas, não como um autor que amarra o que produz com arames farpados (chamados também de "direitos autorais"). Até porque a cultura nunca é algo completo em si, sem influências e fontes. Somente assim seria possível e verdadeira a utilização de tais "direitos do autor", negando a enorme influência, a "Nachleben der Antike" que existe em tudo que fazemos. Tais leis que cerceiam o acesso a cultura são simplesmente antihumanistas. E não estou negando o trabalho de programadores, artistas, editores, ilustradores, etc. Mas uma alternativa além do open source, além da produção indie, é a criação de "softwares lite" e "softwares pro", com bastante sinceridade e menos austeridade. Um bom exemplo, talvez é o Real Player, que como software freeware, limitado, já supri necessidades de usuários comuns.
Não devemos nos resignar com o muramento de conhecimento e cultura, nos satisfazendo com produtos e cultura de massa. Devemos, sim reivindicar por cultura e conhecimento de qualidade, que nos forneça os meios necessários para a nossa própria produção intelectual! Aceitar de cabeça baixa as normas que os burgueses, detentores dos meios de produção em geral, e atentados a deter nosso espírito (favor não fazer a idiotice de ler tal frase religiosamente), é simplesmente vender nossos direitos humanos! É vender nossa humanidade, e atestar a nossa bestialização!
DO WHAT YOU WANT 'CAUSE A PIRATE IS FREE!
Copyright: França já advertiu quase 500 mil por baixarem conteúdo pirata
@Allan Taborda dos Santos
Claro que as leis não devem seguir cegamente os costumes de um povo, mas sim refletir acerca esses e prever o que de melhor pode ser salvaguardado neles. Acho ainda, que os costumes não são o principal enfoque, mas sim as faltas que o sistema em que vivemos reproduz; se não temos boa educação, então devemos ter leis que proíbam assassinatos, roubos, corrupção, etc; se não temos um sistema de promoção da cultura, então devemos ter uma lei de incentivo à cultura.
Mas é óbvio que o interesse dos que estão no poder, quando se pensando da democracia burguesa, não é ter as leis como medidas paliativas que sejam cumpridas até que seja sanada a sua origem, mesmo porque tais faltas são engrenagens do funcionamento do capitalismo. As leis são simplesmente bridas para guiar a massa quanto o interesse burguês. E tal instituição francesa, Hadopi, é um ótimo exemplo disso. A internet é sim um meio que subverte o capitalismo, que propicia o acesso a riqueza virtual, o software, àqueles que não teriam condição de fazê-lo pelo seu caráter de proletário, pequeno-burguês, etc. Tanto que a indústria cultural, anomalia da cultura criada pela ascensão burguesa, já tremeu frente a possibilidade de ter suas mercadorias acessadas gratuitamente pela massa, o que impediria sua continuação (e é aí que se encontra a cultura indie, não de óculos Ray Ban e calça xadrez, mas sim desenvolvendo cultura sem ter que acessar a burguesia cultural e possibilitando seu acesso a todos).
É preciso entender que a cultura é, antes de uma mercadoria, um direito humano. Aquele que faz cultura tem que se ver como influenciador das massas, não como um autor que amarra o que produz com arames farpados (chamados também de "direitos autorais"). Até porque a cultura nunca é algo completo em si, sem influências e fontes. Somente assim seria possível e verdadeira a utilização de tais "direitos do autor", negando a enorme influência, a "Nachleben der Antike" que existe em tudo que fazemos. Tais leis que cerceiam o acesso a cultura são simplesmente antihumanistas. E não estou negando o trabalho de programadores, artistas, editores, ilustradores, etc. Mas uma alternativa além do open source, além da produção indie, é a criação de "softwares lite" e "softwares pro", com bastante sinceridade e menos austeridade. Um bom exemplo, talvez é o Real Player, que como software freeware, limitado, já supri necessidades de usuários comuns.
Não devemos nos resignar com o muramento de conhecimento e cultura, nos satisfazendo com produtos e cultura de massa. Devemos, sim reivindicar por cultura e conhecimento de qualidade, que nos forneça os meios necessários para a nossa própria produção intelectual! Aceitar de cabeça baixa as normas que os burgueses, detentores dos meios de produção em geral, e atentados a deter nosso espírito (favor não fazer a idiotice de ler tal frase religiosamente), é simplesmente vender nossos direitos humanos! É vender nossa humanidade, e atestar a nossa bestialização!
DO WHAT YOU WANT 'CAUSE A PIRATE IS FREE!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
leite da Virgem
ser humano máquina(Paula Sanches)
estudar (uma pena se você é um inútil com os números) (um dia o professor disse que eu nunca sairia da escola) (malditos números-equações-frações-jogo-da-velha) – especializar-se (e aí você estuda mais) (mas não tem mais matemática, ufa!) – trabalhar – contas – casar – filhos (onde eles irão estudar?) (como transformar criaturinhas da natureza de maldade em pessoas como as que desejamos ser?) (e não conseguimos) (mas eles podem talvez eles possam)
ser humano estando humano
carne alucinação suor – o esqueleto quase não agüenta – dor desespero colapso merda porra foda
treme-pisca-treme não tem razão
impulso
vontade
prazer prazer prazer prazer
com quantas pílulas você constrói uma escada que leva para o alto?
preocupações
deixo de estar
viro robô
mais algumas gotas, até o sono vir
lixo lixo, sonhos de lixo não quero dormir
nem acordar
fui para os ares todo o meu ser-alma-essência pelos poros
busca pelo fantástico quantas quantas fantasias!
bosta
é a realidade bateu na porta
coça coça alergia
alergia?
da realidade
e os sonhos coçam
pensamentos coçam mas não quero ser máquina
pílulas mais pílulas
brancas azuis amarelas rosas
tem em gotas também
pingam pingam pingam
uma grande piscina cheia cheia de gotas que a deixam
cheia
coça
caço
caço um lugar que não coça
um lugar de
descanso
uma corda
instalação forte para suportar o
peso
da corda?
e o meu
Isso não são só letras. Não é só semântica, significante ou forma. Nem fenômeno só é, porque ainda é algo tão além de algo observador-fenômeno. Isso é xamanismo, poesia-coletiva, zeitgeist.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
cerâmica
Forrou o círculo plástico (mais ogival que qualquer arco gótico metido a besta) como uma mãe forra o filho à noite. Forçou todos os neurônios com uma tensão muito mais que guerra fria pra poder relaxar cada célula do anel fibroso. Tateou o volume em si, sentiu cada ângulo como a reta que tangencia o círculo. O sentiu fluir como a letra de uma canção, como uma idéia neonazista. Deu à água. Ouviu o impacto: 330 m/ s; Sentiu o frio invadir seu interior: energia potencial. Continou como que num processo de partenogênese. Quando satifez a criação, viu tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. Inclinou-se, e disse: "dominais sobre os peixes do mar", quando promoveu-se o esvair horário.
domingo, 1 de maio de 2011
♥
O amor não sabe medir distâncias. E nós percebemos isso mais fortemente na saudade. Na nostalgia, no saudosismo, talvez. O amor é a essência máxima do presente. Só ama quem vive. Só se sente o amor do presente. Por mais que dure décadas, ou, quem sabe, séculos, o amor é sim fugaz. Pra alguns ele nunca virá, porque, quem sabe, passou muito rápido, antes de se poder segurar na mão e pedir pra ficar. Ou, pra outros, o amor é essencialmente visível: ainda que ele esteja longe em passos, nos olhos ele está logo aqui. O amor, afinal de contas, é a essência da vida. Não digo da sobrevida, e emendando com o outro post, a essência da sobrevida é o tato. Mas na união de ambos, do tato e do amor, chega-se não somente ao orgasmo, mas também a quiçá maior divinização do momento.. Apesar de mais preponderante em densidade, o amor romântica não é, de forma alguma, o único amor verdadeiro. Gostaria de dizer que amamos a tudo que temos, mas sinto insegurança nessa frase. Sim, amamos também a tudo que temos. Afinal de contas, amamos nossos amores, nossos amigos, nossa família (ainda que o amor seja só a sombra num lume de raiva). Não sei enumerar o que amamos que não temos. Pensei num amor não correspondido, ou num amor de fé (porque ninguém nunca esteve com Deus e afins para amá-los), mas ainda assim, para um amor não correspondido, se tem o amado. E, para um amor de fé, tem-se a concepção de divindade. Logo, só posso concluir que o amor também é posse, mas quem quiser o dizer, o diga, eu é que não o farei. Bom, por fim, temos o amor. Habemus amor, habemos Mishka, habemus bixa!, habemus poesias no msn, habemos dedo-cor-de-rosa, habemos todos!
Este post eu dedico a todos que tenho, mas principalmente a todos que entenderão alguma das orações do último período. ♥
Este post eu dedico a todos que tenho, mas principalmente a todos que entenderão alguma das orações do último período. ♥
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