sexta-feira, 16 de setembro de 2011

vce

você é meu poste de mijar
você é minha areinha de enterrar cocô
você é meu consolo favorito
(aquele que dá preguicinha de lavar quando a gente não faz chuca hihiihi)
você é meu cobertor da infância
(que já tá parecendo mais com tapa-sexo do que com cama-mesa-banho)
você é meu pente-de-black-power-que-fica-preso-no-black-power
você é meu primeiro pentelho :3


você é até a senha do blog.

domingo, 4 de setembro de 2011

La dolce vita.

A trama de tempo que nos liga
é tão mais longa e de fortes fibras
que este próprio papel. A pseudo-linearidade
do tempo emaranhece com a
ingênua teleologia ocidental, que o
sfumato de Da Vinci naturalmente encubrirá,
com a pictoriedade das cores do por-do-sol,
com o som d'água dos riachos de Heráclito,
com o aveludado das peles que se aproximam do início-fim da sobrevida,
mas que, com tudo, se fundem às formas da super-vida do todos nós.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sobre Complexo de culpa e o arquétipo Blogueiro Loser

E o que acontece quando você se percebe matando grupos de estudos (y otras cositas más)? Me sinto malbagarai por isso, mas, gente, não dá, sabe? Imaginar aquele bando de gente (feia, mal educada, disléxica, chata...) falando de redundâncias e adjacências, ou então ir pra uma reunião maconhada onde só tem gente que te acha random e alheio (e que você muito presume que mandarão uma ata com tudo que você precisa pra desanimar de frequentá-la).

Me dá um medigno de ficar igual patrícia, dez cursos diferentes, nenhum completo, funcionário público na Rondônia. Poderia até pensar "aff, ay xente 1 dia a menos naum teim poblema o foda eh qndo vse si acostuma", mas, oi? lógicakd.

Por isso vou pra casa agora desenhar, escrever, esperar o tempo escorrer (ou mais precisamente escorregar e cair de bunda, até levantar comigo de manhã), ler, ouvir, e tentar pensar em outra coisa que não na necessidade patológica (e eu sei que pelo menos você entende dessa necessidade, né? ou não, sei lá).

*abre nova aba, joga horário s50 bhtrans*
Tchauses, povo de biblioteca de biblioteconomia, somente o amanhã me aguarda, e as suas vidas alheias não vivo mais. A vida alheia que vivo parece ser só uma, agora. Ou não, sei lá.

[PS.: esse novo design do Blogger é uma grassinia, mas não tenho certeza se curti muito essa coisas a lá A Ilha não. Não obstante já me sentir meio *louco* *cagado* *miss lexotan 6mg garota* filme.indie com esses posts rivotril-like, o layout ainda tem que legitimar isso!? Desse jeito acabo viciado em the.sims.de.facebook... ou não tendo religião e odiando cristão - oh wait]

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

post vazio

Cada momento histórico de nossas vidas carrega consigo o sumo de toda nossa vivência. A cada momento histórico, o zeitgeist do tempo de cada um nos toca, como o anjo que nos tangencia com suas asas a cada rasante. A cada momento histórico prenuncia-se o seu próprio fim.


Meus eus estão cada vez mais longes uns dos outros, e sua morte é cada vez mais iminente. E o que eu posso fazer? ou me agarrar a eles com a maior força e número de lágrimas possíveis, ou me juntar a eles, no buraco negro, no vão na parede que ladeia o infinito, na pausa da música, onde todas as cores estão sobrepostas por uma fina camada de preto.


Eu consigo sentir o tempo escorrer no âmago do meu ser. E a cada torrente, a cada nova maré cheia, vazia, ressaca, algo de mim dilui-se. As cores me levam a um lugar-comum esquecido. Se tudo que está em mim esvai-se, o que eu sou? Se eu sou "a mim" e "aos outros", como posso preencher-me de mim [com o meu vazio] e com os outros [com sua distância]?


Heráclito de Éfeso é o maior pessimista que já houvera. Ele sentia o tempo escorrer, e via, assim como eu, que nada adianta arrastar-se pelo leito lamacento das memórias, pois, ali, não há nada além de detritos e água turva.

domingo, 21 de agosto de 2011

Inércia Proativa

Sabe, às vezes eu, de fato, sou como um vampiro que suga a pneuma alheia, tal como está no "sobre mim". Não quero dizer que eu seja invejoso, copioso ou qualquer desses adjetivos que os escritores de auto-ajuda de Lojas Americanas tanto gostam de falar (que não passam, ao meu ver, de maquiagens pra algo muito mais profundo: o cerceamento da vida que o capitalismo promove). O que acontece é que eu vejo a vida (dos outros) passar. E vejo minha vida na vida dos outros. De vez em quando tenho a impressão de que minha vida é algo absurdamente experimental, é quase uma terceira-pessoa. Eu me narro o que vivo. E penso qual é o tom dessa narrativa, sobre o quão verossimilhante ela é com a vida de fato (a que eu deixo de viver para narrar). Diria que estou numa fase de intensa vivência, mas ironicamente ainda aqui, nesse "lugar comum", a narrativa continua sendo tão latente e potente quanto aquilo que de fato vivo. E só resta a dúvida: vivo? Algum psicólogo comportamental chamaria toda essa poética do absurdo acima de proatividade, e não nego que o seja. Talvez seja o traço de algum arquétipo, algum complexo, que não seria? De humano, basta o chão. A inércia da proatividade lentamente engessa a vivência. Quando percebo estou com os pés enraizados no solo e com as mãos esfaceladas sobre a face ("palmaface"). E aí, quem lerá tanta narrativa? Eu mesmo, que já as conheço? Auto-epístolas é demais até pra mim.

[Pensamento interrompido em função de estar ouvindo "Everything goes my way", do Metronomy.]

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Allan Poe; Bíblia Malkaviana; Heráclito de Éfeso;

Bem vindo menino
ao mundo dos tolos
Onde o sexo é desprivatizado
onde o amor é coloca debaixo do tapete
Onde apaixonar é apenas um verbo bonito de se ler
Chegue mais
Desfrute das nossas ninfetinhas com bucetas deliciosas
Elas são apenas carne
Assim como você
Um dia sentirá falta dessa carne
A carne que um dia irá apodrecer
No dia em que perdertes a vontade de comer-las
Buscará por uma nova força para se alimentar
Outras carnes novas
Mas as carnes novas não são as mesmas
Então, quando esse dia chegar
você começará a varrer mais
E talvez, encontre o amor de novo
Aquele amor que você sempre pisou em cima.

Lucy Cieiro­­.